História do Município

ASPECTOS HISTÓRICOS

  O estado do Tocantins integra a área da Amazônia legal. Cujo espaço no norte brasileiro compreende a vigésima parte da superfície terrestre. Geograficamente o estado do Tocantins encontra-se numa zona de transição, entre a Floresta Amazônica e o cerrado brasileiro. Ele está dividido em duas mesorregiões: Tocantins Ocidental e Tocantins Oriental.

O Tocantins é um Estado novo e sua criação aconteceu em 1998, pela Assembleia Nacional Constituinte, foi instalado em 1º de janeiro de 1989, pois muitos queriam sua separação e lutaram até o fim como é o caso do Ex- governador Siqueira Campos.

Com sua criação foram surgindo as principais cidades, a maioria ficando às margem da Rodovia Belém-Brasília, e uma dessas cidades é Palmeiras do Tocantins.

A raiz de Palmeiras do Tocantins começou com a chegada dos bandeirantes, no século XIX, quando os mesmos andavam a procura de índios e de solos férteis pela foz do Rio Tocantins, Por volta de 1920 chegava aqui um dos primeiros moradores, o Sr. João Caetano, de origem bandeirante, que chegou expulsando os índios e tomando posse das terras.

Quando João Caetano morreu, ficou seu filho como herdeiro, o Sr. José Lopes Figueredo, que nasceu na fazenda Pacota. Esse ficou sendo uns dos primeiros nomes dessa cidade.

Palmeiras sempre foi um lugar de terra fértil e produtiva cercada por muitos rios, como o Croatá, Mosquito, Curicaca e Rio Tocantins, próprio para cultivo e criação de gado. Começava nessa época, como em todo Brasil uma grande devastação das florestas, para que assim pudesse se fazer pastagem e criar gado.

Por muitos anos essas terras ficaram sob a propriedade do Sr. José Lopes e depois de sua morte ficou seu herdeiro, o Sr. Frederico Lopes. De 1956 a 1960, no mandato do Presidente da República Juscelino Kubitschek de Oliveira, começou um tempo de desenvolvimento. Um de seus objetivos era a construção da rodovia Belém-Brasilia, com isso começava no país um grande desmatamento, pois a mesma ligaria quatro estado: Goiás, Tocantins, Maranhão e Pará.

Na década de 1960, pala não documentação das terras e pela facilidade de emprego começava aqui um pequeno aglomerado de pessoas, vindas de várias regiões do país, em busca de terras para morar e plantar. Nascia uma nova vila chamada Mosquito, nome originado do ribeirão Mosquito, que tem grande percurso de água nestas terras e deságua no Rio Tocantins. Os primeiros moradores da região foram: Sr. Rufino, Raimundo Alves, Mecedes Fernandes, Sr. Francisco Noleto (Chicão), Diomar Marinho (Donato), Valério Reis, Sr. Bento Lima, João Castro, Jaó, Raimundo Figueredo e Joaquim Farias, juntamente com toda a família.

Mosquito teve como primeiro líder político o Sr. Raimundo Neiva de Carvalho, representante fiel do povo. Na religião um dos maiores repercursores foi o Sr.José Peru, que com muita fé religiosa construiu a primeira Igrejinha, que era de barro e palha. Após alguns tempo chegao Pe. Estanderlau, que construiu no mesmo local a atual Matriz Igreja Nossa Senhora Mãe de Deus.

Em 1965 o vereador Raimundo Neiva de Carvalho, faz um projeto de construção de uma escola para o povoado, pois a população crescia. No governo de Otávio lage, o projeto é aprovado, pois a população crescia. No governo de Otávio Lage, o projeto é aprovado, o então governador de Goiás executa a construção da Escola Estadual Raimundo Neiva de Carvalho. As primeiras educadoras do município foram a Srª. Ritinha e Srª. Lurdes, que inauguraram com muito carinho o caminho do saber. Como diretora tivemos uma pessoa forte de grande destaque pela sua garra e coragem pela educação, a Srª. Ercília Marinho, conhecida como Lila.

Com a inauguração da rodovia Belém-Brasilia, a população começou aumentar consideravelmente. Com isso aconteceu a abertura das primeiras ruas de Palmeiras do Tocantins: Avenida Bernardo Sayão, nome dado em homenagem ao líder da construção da rodovia que foi morto brutalmente, Rua Ramal de Nazaré, nome dado devido ao acesso à cidade de Nazaré-TO, hoje chamada de Avenida Nossa Senhora de Nazare; Rua dos Tocos, nome dado devido ser uma rua acidentada em seu relevo, hoje chamada de rua 21 de Abril.

Na década de 80, o povo passou a ser chamado de Alvorado do Tocantins. O nome não ficou muito tempo, devido existir no Estado, outra cidade com o mesmo nome. No final da década de 1980 e início da década de 1990, chega à eletricidade, projeto do Prefeito de Tocantinópolis, Sr. José Bonifacio Gomes de Sousa, a inauguração da energia se deu no dia 18 de março de 1991, com uma grande festa para a população.

Na década de 90 ressurge o nome mosquito, e começam a aparecer os primeiros líderes políticos: Orly Marinho, Antonio Dentista, Francisco Braga, Ary Farias, e João Soares. Todos começaram uma grande luta: “conseguir a emancipação do povoado”, até então município de Tocantinópolis, pois o mesmo estava crescendo e, portanto precisava de uma própria administração.

A luta demorou meses e só no começo do ano de 1992, depois de um mês colhendo assinatura é que conseguiram marcar uma data para o plebiscito. Os principais líderes desse movimento foram os Srºs: Antonio Dentista, Gonzagão, Luiz Malaquias, Oly Marinho, Capueira e Ary Farias. A vitória alcançada no dia 10 de Fevereiro de 1992, quando Mosquito torna-se mais uma cidade do Estado do Tocantins. O projeto de lei foi aprovada pela Assembleia Legislativa do Estado do Tocantins e sancionada pelo Governador Siqueira Campos, através da Lei nº 251, de 20 de Fevereiro de 1991.